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22 maio 2013
18 maio 2013
QUINTA DA PEDRA ALTA....um corte quase-que-perfeito
Este vinho é uma combinação quase-que-pefeita de touriga nacional, touriga franca, roriz, e tinta barroca proveniente de uma região produtora de excelentes vinhos....apresenta uma coloração rubínica, um aroma frutado no nariz e na boca um tostado amadeirado encorpado com equilibrio e um final longo persistente. O quase-que-perfeito ficou por conta de seu teor alcóolico que as vezes incomoda. Para harmonizar preparei um rosbife de filé na manteiga com tapas de cebola frita e gengibre em conserva...Bom...perfeito equilíbrio...!!!! nota 86
20 abril 2013
GRENACHE...uma uva com aplausos.
Os vinhos feitos com a grenache
vêm se colocando cada vez mais em moda. Seus vinhos começam a serem reconhecidos.
Sua adversidade é apaixonante...tintos...rosés...brancos...secos ou doces. Ela
impressiona como varietal ou acompanhada com sirhaz, mouvèrdre. Ela é versátil
como artista principal ou coadjovante.
Muitos imaginam sua origem sendo
francesa pois sempre está associada ao Chateauneuf-du-pape do sul do Rhonê. Na
verdade esta uva tem sua origem na Espanha onde se produz uma boa garnacha,
como na Espanha é conhecida. As parreiras de grenache é bastante amadeirada
pois seus arbustos são perfeitos para regiões de muito vento.
A grenache tem mais nome que
agente secreto da CIA pois depende da região de cultivo. Vamos lá:
Alicante...Alicante bleu...garnacha negra....garnacha roja...grenache
noir...ladoner...mencida...navarro...calvese...roussillon...santa maria de
alcantara...tentillo...tocai rosso...uva di spagna...e muitos outros.
A grenache produz vinhos de todas
as cores, tintos, brancos,rosés e de sobremesas. É a segunda uva mais cultivada
do mundo na França, Espanha, EUA, Uruguay, Austrália, África do Sul, Chile, Argentina, Turquia,
Chipre, Marrocos, Israel e México. É uma uva perfeita para um blend. Tem baixa
acidez, uma pele finae por acumularem uma grande quantidade de açúcar que a
torna com um grande teor alcólico distribuído em taninos, cores e sabores.
Seus vinhos se apresentam com um
rubi intenso, no nariz são frutados com notas de especiarias e um toque floral.
Na boca são tostados e apimentados com taninos macios e maduros o que harmoniza
com carne vermelha, assados, patos, ensopados e massas.
Na quinta feira, durante um
jantar de 15 anos, conheci um representante da uva grenache. Perguntei ao
garçon se haveria de ser servido vinho e pouco depois ele me apresentou um “La
Vielle Ferme”, 2009, que me surpreendeu. Ao perguntar-lhe sobre a uva não soube
responder e que buscaria alguém que pudesse dar mais informações. Enquanto isso
o vinho se apresentava ao nariz um aroma frutado e lembrando canela e tostado. Na
boca suave com um tanino equilibrado e um toque cítrico metálico. Me lembrou um
sirhaz. Eu estava com razão e feliz. O maitre que acabara de chegar e ouviu meu
palpite informou de meu parcial acerto pois o vinho tinha um blend de 50% de
grenache, 20% de sirhaz, 15% de carignam e 15% de cinsaut.
Uma grande surpresa que harmonizou
com um parmegiana clássico e um salmão ao gengibre.
17 março 2013
SAN PANCRÁZIO....um chiante moderno
A história da Fattoria San Pancrázio data de 1388.
Pertenceu aos Gianfigliazzi até as propriedades passarem para o domínio da
família Masti. Em 2002. Valentina Masti Priami, a única herdeira da família,
que com a colaboração do marido mudaram para San Pancrário que passaram a cuidar
pessoalmente das terras renovando-se oas vinhas e a tecnologia. Em 2006 saiu a
primeira comercialização do chianti San Pancrázio. Feito com 100% de
sangiovese, a uva símbolo da Itália o San Pancrázio é uma bela amostra da
qualidade incontestável de um chianti. È um grande vinho para o dia-a-dia,
bastante gastronômico, como um bom italiano, ideal para acompanhar qualquer
refeição.
Sendo um chianti, é um vinho jovem de sabor macio e pronunciado, fresco para ser degustado no
cotidiano sem muita complexidade que expressa o estilo de um representante
toscano, sem o rótulo de um clássico chianti pois é produzido em Greves, uma
DOCG de chianti, onde passa 10 meses em uma barrica. A cor avermelhada tendendo
ao púrpura discreto, transparente, contrasta com um aroma delicadamente floral,
café torrado, couro e mato fresco. Achei sua acidez um pouco alta para um
chianti, contudo tem um paladar intenso com taninos redondos e persistentes no
fian o que faz harmonizar perfeitamente com massas equilibrando a acidez dos
molhos a pomodoro. Sem querer ser o Parker....como Paulo Parker...heheh...gostei!!!
dou 90 de pontuação.. 27 fevereiro 2013
QUEIJO PARMEGIANO... o príncipe dos queijos
Um dos queijos mais conhecidos e utilizados na culinária
hoje em dia é com certeza o queijo parmesão, talvez pela grande popularidade da
cozinha italiana e em todo o mundo. O parmesão é uma das variantes dos chamados queijos Grana, um
tipo de queijo italiano que possui estrutura granular, consistência dura, seco
e sabor adocicado picante, aroma suave e forte, amarelado e de crosta firme e
seca. Sua denominação vem de origem controlada conhecida como
Parmigiano-Reggiano. Parmesano quando vem da cidade de Parma, Regianno quando
da cidade de reggio. O Grande Padano também pode ser considerado um parmesano
vindo da Lombardia. Também são considerados parmesones os queijos oriundos de
Emília, Bolonha, Módena e Mantua. Atualmente grande parte da produção desse
queijo é feita com o leite de vacas da raça frisone, introduzidas no território
por volta do ano 900, mas a vaca mais adaptada à produção dele é aquela
vermelha da raça reggiana, animal com tripla aplicação (leite, trabalho e carne).
Devido a sua popularidade como complemento de molhos típicos, este tipo de
queijo foi copiado e é produzido em regiões com presença de colônias italianas
como o Brasil e os Estados Unidos, o que tem gerado disputas legais quanto ao
uso da marca. O Parmesão é um queijo indicado para ser consumido puro, para
gratinar massas e outros alimentos, em molhos e ralado para realçar o sabor de
pratos culinários e alimentos industrializados. Sua maturação mais curta (6
meses), confere ao produto um sabor mais suave, adequando-o para o consumo
puro.O queijo Parmesão, por seu sabor intenso, pede um vinho tinto encorpado. Mas também é ótimo acompanhando cerveja e frutas maduras. Crônicas antigas recomendavam seu consumo com uvas e pêra, como fina sobremesa para os "buongustai".

20 fevereiro 2013
MONTE DOS CABAÇOS....um blend sem defeito

A casa Monte dos Cabaços surgiu quando o casal
Joaquim e Margarida Cabaço, proprietários do tradicional restaurante São Rosas,
teve a brilhante ideia de harmonizar os pratos servidos no restaurante com
vinhos produzidos por eles. O primeiro vinho produzido foi o Monte dos Cabaços,
com uma tiragem de 50.000 garrafas em 2001. O vinho teve grande sucesso. E tem
um toque especial: os desenhos estampados nos rótulos são todos da própria
Margarida Cabaço. Um alentejano elaborado por um blend muito feliz das uvas
Aragones ou Alicante ou tempranillo, Cabernet Sauvignon, Syrah, Touriga
Nacional. Apresenta a tonalidade granada densa. Ao nariz tem um aroma fino e
elegante bem frutado e amadeirado, no ponto, graças a syrah e a touriga, com nuances de chocolate. Lembrou-me banana frita com canela. Ao paladar é denso e
estruturado com tanino firme e um final de boca prolongado e intenso .
Na sexta feira que passou
degustamos “o Monte dos Cabaços” que harmonizou perfeitamente com um saboroso caranguejo
com gengibre e farofa feito pela Norma, secretária do portuga e irmão Zé Emídio
13 fevereiro 2013
O GOURMETIDO...Em "Meu Rango" da Troppo

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O "Gourmetido"
Por Michel Ribera
O título acima é o apelido que nosso convidado deu a si próprio por conta da paixão pela cozinha. Segundo Paulo Torres, nos quase 40 anos que tem dedicados à medicina, não abandonou um antigo sonho, o de se tornar chef e abrir seu restaurante: "1950 Bistrô, é o nome que circula pela minha cachola", dispara.
Paulo conta que começou a cozinhar quase por obrigação. De acordo com ele, em sua casa, povoada por homens – seis no total – as empregadas nunca paravam no emprego, tanto que foi decretado que seria cada um por si e Paulo por todos na hora das refeições. Foi a partir dessa prazerosa imposição que ele diz ter tomado cada vez mais gosto pelas andanças nas feiras e mercado do Ver-o-Peso para descobrir os ingredientes que iriam acabar nas suas panelas.
Foi com esse amadurecimento que Paulo passou a se interessar em criar suas próprias receitas e foi aprendendo, por vontade própria, aos poucos, os segredos da gastronomia através da leitura, assistindo a programas de tevê e sentindo os contrastes entre os componentes da receita. "Quando moleque eu queria ser, acreditem, James Bond! E como tal tinha que descobrir, apenas com o olfato, os aromas da gastronomia, vinhos e outras bebidas. Acreditem, eu treinava para distinguir os mais variados aromas e odores que descobria ao longo da vida", relembra.
Foi justamente a curiosidade que o fez criar alguns pratos inusitados e de sabores marcantes, como o cheesecake de pupunha, o de açaí, o Caranguejo mais que pai-d’égua, o Salmão pai-d’égua e a pupunha com castanha do Pará caramelada com mousse de cappuccino, estes três últimos, inscritos no X Festival Gastronômico Ver-o-Peso da Cozinha Paraense.
Apesar de não ser chef profissional, Paulo fala que já tem certas manias que são suas marcas, como a preferência pelo sabor forte do gengibre e da canela. E é claro que, como bom gourmetido, ele só fica satisfeito com a aprovação pelas suas cobaias, Lene, a esposa; e Marya Paula e Luis Filippe, seus filhos, que demonstram nos olhos e no exclamativo "huuummmm" que são fãs de cada criação.
O intrometimento de Paulo é tanto que ele chegou a dar pitaco até mesmo no cardápio do restaurante que fornece refeições para a empresa onde ele trabalha. Ele mesmo foi ensinar o passo a passo dos pratos que hoje fazem sucesso entre os médicos cooperados.
Essa paixão pelos temperos levaram Paulo a criar um blog, o www.osdesentocados.blogspot.com, que conta com a ajuda do português José Emídio, também médico, e é recheado de receitas, fotos e comentários de endereços gastronômicos interessantes.
Além do sabor, Paulo diz que o aroma e a apresentação do prato são fundamentais. "Se não houver esta integração, não há aquele savoir-faire. Lembro que minha vozinha dizia: meu filho, a gente come com os olhos e com o nariz. Nisto ela sempre teve toda a razão. Quando crio um prato, ao faze-lo, não me apego a medidas. Minha atenção se volta ao aroma, à cor e à estética", enumera.
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