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14 junho 2013

MIL CAMPOS...Um tempranillo miúra



Desde a entrada do Sabor Real Jovem, vinho que marcou o início da chamada ´"fúria espanhola", vários outros rótulos de tempranillo  tem chegado ao Brasil e foram fazendo enorme sucesso  ora, por apresentarem uma nota alta ora, por um preço convidativo em terras de Santa Cruz. Pois bem, na comemoração dos dias dos namorados, nós os gourmetidos, degustamos o Mil Campos, um vinho 100% tempranillo, da região de Ribera del Duero. Um bonito e atrativo rótulo. Obtido de vinhas antigas de Tinta del Pais, este vinho, após envelhecer 10 meses em barricas de carvalho apresenta uma coloração púrpura intensa, com boa passagem por carvalho. Ao nariz  lembra fruta madura, acerola, jambo e nuances de morango, é encorpado e persistente tendo uma generosa contribuição equilibrada da madeira e especiarias como canela e cravo. Um tanino forte. Agradou? Sim! é vibrante dentro de uma colocação que é um vinho feito para agradar o  consumidor que na hora lembra ser harmonizando perfeitamente com carnes vermelhas de sabores marcantes. É um tempranillo porrada como um miúra... como um espanhol!!!!!


25 maio 2013

PIRACUÍ...uma farinha de peixe

Piracuí....uma farinha feita do acari, muito comum em Santarem. O piracuí é uma espécie de farinha produzida pelo beneficiamento do peixe Acari. podemos dizer que é um alimento legitimamente brasileiro, de origem indígena. Seu sabor levemente defumado e intenso. A produção do piracuí é muito comum na região. Consiste em assar/moquear o acari ou o tamuatá, retirar a carne, catar as espinhas e então torrar essa massa de peixe usando o mesmo processo de torra da farinha de mandioca que é também produzida na região. O bolinho de piracuí é um real concorrente do bolinho de bacalhau nos bares de Santarém e Belém. também é delicioso na forma de farofa de piracuí com banana e na forma de sopa.....hummmm, uma delícia!



PUPUNHA...na culinária

pupunha....café com pupunha...salada de pupunha...cheesecake de pupunha...pupunha caramelizada com mousse de capuccino .
hummmmm...é agua na boca ...com certeza



PUPUNHA...da lenda à culinária

 Pupunha (Bactris gasipaes H.B.K)
A pupunha está presente em quase toda a América do Sul como Honduras, Colômbia, Costa Rica, Panamá, Peru, Venezuela, Equador e Bolívia. É costume no Norte comer a fruta cozida em água e sal, no café da manhã, como a macaxeira. Ficam com consistência de castanha portuguesa ou batata doce, só que mais firme, por isto são usados também para purês, cremes, nhoques, tortas. De sabor, entre milho e pinhão. É rico em carboidratos, mas também em gordura (27%), uma ótima aliada para transportar tanto betacaroteno (3.800 mcg/100 g), substância amarela lipossolúvel que se transforma em vitamina A. Pode virar farinha de uso na culinária e seu palmito é aquele de cultivo sustentável que passou a ser plantado para dar fôlego ao juçara. Seu palmito é mais tenro e suave que o do açaí. A sua lenda conta que nasceu uma menina na tribo enviada pela Deusa da Floresta e que se chamaria Raio de Soll o que causou muito inveja entre as mulheres da tribo e o Tuxaua a levou ao pajé para sacrifica-la. Ao preparar o ritual o pajé foi visitado pela princesa da Floresta enviada pe deusa da Floresta dizendo que não precisava mais do ritual...A pequena Raio do Sol deveria ser enterrada e em seu lugar cresceria uma palmeira cujos frutos seriam chamados de pupunha e que alimentaria seu povo durante o inverno e dias de penúria.



22 maio 2013

COMIDA CASEIRA....uuauuuu!!!!!

Olha aiiii...acabei de ser um peão! !! Devorei sem sofisticação. ..fome é fome nada mais que uma broca!!! Feijao de geladeira de um dia para outro....ovo frito...carne refogada na manteiga. ...aquela farofa torrada...uma banana...Tchammm. ..Tchammm. ..tchhaaauuuu. ...meeeeuuuuuu. ..hummmmmm. ...eguateee! !!!!

18 maio 2013

QUINTA DA PEDRA ALTA....um corte quase-que-perfeito

Este vinho é uma combinação quase-que-pefeita de touriga nacional, touriga franca, roriz, e tinta barroca proveniente de uma região produtora de excelentes vinhos....apresenta uma coloração rubínica, um aroma frutado no nariz e na boca um tostado amadeirado encorpado com equilibrio e um final longo persistente. O quase-que-perfeito ficou por conta de seu teor alcóolico que as vezes incomoda. Para harmonizar preparei um rosbife de filé na manteiga com tapas de cebola frita e gengibre em conserva...Bom...perfeito equilíbrio...!!!! nota 86

20 abril 2013

GRENACHE...uma uva com aplausos.



Os vinhos feitos com a grenache vêm se colocando cada vez mais em moda. Seus vinhos começam a serem reconhecidos. Sua adversidade é apaixonante...tintos...rosés...brancos...secos ou doces. Ela impressiona como varietal ou acompanhada com sirhaz, mouvèrdre. Ela é versátil como artista principal ou coadjovante.
Muitos imaginam sua origem sendo francesa pois sempre está associada ao Chateauneuf-du-pape do sul do Rhonê. Na verdade esta uva tem sua origem na Espanha onde se produz uma boa garnacha, como na Espanha é conhecida. As parreiras de grenache é bastante amadeirada pois seus arbustos são perfeitos para regiões de muito vento.
A grenache tem mais nome que agente secreto da CIA pois depende da região de cultivo. Vamos lá: Alicante...Alicante bleu...garnacha negra....garnacha roja...grenache noir...ladoner...mencida...navarro...calvese...roussillon...santa maria de alcantara...tentillo...tocai rosso...uva di spagna...e muitos outros.
A grenache produz vinhos de todas as cores, tintos, brancos,rosés e de sobremesas. É a segunda uva mais cultivada do mundo na França, Espanha, EUA, Uruguay, Austrália,  África do Sul, Chile, Argentina, Turquia, Chipre, Marrocos, Israel e México. É uma uva perfeita para um blend. Tem baixa acidez, uma pele finae por acumularem uma grande quantidade de açúcar que a torna com um grande teor alcólico distribuído em taninos, cores e sabores.
Seus vinhos se apresentam com um rubi intenso, no nariz são frutados com notas de especiarias e um toque floral. Na boca são tostados e apimentados com taninos macios e maduros o que harmoniza com carne vermelha, assados, patos, ensopados e massas.
Na quinta feira, durante um jantar de 15 anos, conheci um representante da uva grenache. Perguntei ao garçon se haveria de ser servido vinho e pouco depois ele me apresentou um “La Vielle Ferme”, 2009, que me surpreendeu. Ao perguntar-lhe sobre a uva não soube responder e que buscaria alguém que pudesse dar mais informações. Enquanto isso o vinho se apresentava ao nariz um aroma frutado e lembrando canela e tostado. Na boca suave com um tanino equilibrado e um toque cítrico metálico. Me lembrou um sirhaz. Eu estava com razão e feliz. O maitre que acabara de chegar e ouviu meu palpite informou de meu parcial acerto pois o vinho tinha um blend de 50% de grenache, 20% de sirhaz, 15% de carignam e 15% de cinsaut.
Uma grande surpresa que harmonizou com um parmegiana clássico e um salmão ao gengibre.