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31 julho 2013

DON GUERINO...casta teroldego



Don Guerino Teroldego Reserva 2012
Este Don Guerino é feito de uma casta rara  que eu a desconhecia totalmente e cada vez venho me surpreendo com a quantidade de uvas vinícolas. É uma das mais espetaculares cepas de toda Itália, a quase desconhecida Teroldego que é a tinta mais importante das Dolomitas. Dolomitas é uma sub-região que possui uma estrada chamada de "Estrada das Dolomitas", que liga a lindíssima cidade de Cortina D'ampezzo a Bolzano, já quase no Tirol austríaco. A Teroldego reina nessa região e praticamente só existe por lá. A casta Teroldego é uma autóctone da região do Trentino, Itália. Há muitos anos foi introduzida no Brasil pelas mãos dos imigrantes italianos espalhados pela Serra Gaúcha. Ela tem características muito interessantes, produzindo desde vinhos jovens e agradáveis, até monumentos que podem envelhecer por décadas. Quando feitos para guarda, sempre mantêm seu caráter frutado com ameixas e amoras, seguidos de toques defumados.
Na última Avaliação Nacional de Vinhos, ano passado, em Bento Gonçalves, Don Guerino Teroldego Reserva 2012, produzido pela vinícola homônima de Alto Feliz. Ficou entre os 10 melhores vinhos nacionais.
Sua cor é vermelho rubi com bastante intensidade e brilho, seus aromas trazem notas de frutas vermelhas maduras, frutas secas, especiarias, também chocolate, café, torrefação e baunilha (pela passagem de 50% do vinho por 6 meses em barricas de carvalho). Em boca apresenta taninos redondos e macios, médio corpo, repetindo a fruta com equilíbrio desta entre madeira, álcool e acidez. Quente e vivo. Retrogosto levemente amargo, mas sutil, com média persistência.
Possui 13% de graduação alcoólica e o ideal é bebê-lo na temperatura de 18oC.
Harmoniza com carnes de caça, queijos médios, massas, carnes vermelhas magras. 
A postagem foi pelo desconhecimento da casta teroldego....Ainda vou degusta-lo

28 julho 2013

TARIMA HILL...um espanhol com monastrell

TARIMA HILL....um autentico espanhol da uva monastrell que estou conhecendo agora. É a segunda uva da espanha...perdendo apenas para a tempranillo. É mais plantada na região de Yelca uma região com D.O de Jumilla. No nariz um aroma frutado e mineral lembrando cereja, ginja, café e couro. Na boca lembra açúcar mascarvo. Uma cor grena e púrpura, encorpado, equilibrado e elegante de um final prolongado e persistente. ..estamos agora..eu e Zé Emidio degustando-o. Merece uma nota muito boa. 9.5

30 junho 2013

CASTA PRIMITIVO....aprendi mais uma

Aprendi mais uma... CASTA PRIMITIVO
Na época romana, a região sul da Itália, que hoje compreende as províncias da Campânia, Basilicata e Puglia, era a responsável por fornecer os vinhos de maior qualidade do Império. Mas a história da vinicultura da região começa um pouco antes. Remonta ao período em que a região era colônia grega. Esse domínio influenciou de forma decisiva a forma de produzir vinhos na região. As castas mais cultivadas até hoje são provenientes da Grécia.

A Primitivo é uma casta tinta de origem incerta. Alguns especialistas alegam que ela é uma variante da casta Plavac Mali originária da Croácia. Outros dizem que é a mesma casta encontrada na Califórnia com o nome Zinfandel.

O certo é que a Primitivo é uma das grandes castas tintas do sul da Itália. Seus vinhos tendem a serem robustos, escuros, densos e intensos. Os aromas remetem às frutas negras passadas ou em geleia, especiarias e balsâmicos. Na boca, se mostra potente, alcoólico, de corpo médio para maior, com acidez alta e equilibrada. Os melhores vinhos podem envelhecer muito bem e as melhores denominações são: Primitivo de Manduria e Primitivo de Gioia.

29 junho 2013

SOPRANO...suntuosidade de ambiente

 Depois de algum tempo, entocados, saímos da toca e fomos conhecer o restaurante Soprano. Localizado na residencia de D. Zaira Passarinho. Uma casa belíssima que lembra os anos dourados da borracha.
Recebemos a atenção do James, que não era o Bond...Jamas Bond...muito atencioso que nos deu a atenção devida na escolha do menu. Eu fui de encontro a um rosbife acebolado ao vinho com rizoto de parmezon.Também foi a escolha da Iraneide. A Lene foi de salmão na chapa com rizoto de parmezon e o Emídio foi de espaguete com filet ao vinho. Todos os pratos dentro de uma razoabilidade...
A sobremesa bem apresentada também ficaram inibidas dentro de um quase Brawnie de chocolate e capuccino e um pudim de cupuaçu com farofa de castanha.
Todos os pratos dentro de uma razoabilidade...bem cuidados e no ponto. A suntuosidade do anbiente antigo parece ter deixado inibido a criatividade do chef... Esperávamos mais. 





18 junho 2013

THREE STEPS...um bom shiraz austtraliano



A vinícola Hope Estate, com cerca de 100 hectares de vinhedos, localizando-se nas proximidades do povoado de Broke, em Lower Hunter Valley. Foi criada em 1994 pelo farmacêutico Michael Hope, que abandonou sua profissão para dedicar-se inteiramente aos vinhos. Hunter Valley é a mais antiga região vinícola da Austrália, sendo que as primeiras vinhas foram plantadas em 1820 e a Shiraz, uva emblemática do país, teve seu primeiro pé plantado ali em 1832. Os pioneiros encontraram um clima similar ao sul da França, perfeito para o crescimento das uvas.
O Three Steps Shiraz Premium é um dos vinhos mais exportados dessa vinícola. Sua cor é rubi púrpura. Aroma de frutas maduras,  chocolate e canela são perceptíveis  proveniente da madeira e pelo estagio por 12 meses em carvalho americano. Tem um corpo médio, acidez boa e taninos bem macios que o torna aveludado ao paladar. Um vinho complexo e equilibrado, apenas uma ressalva ao seu leve final. Não sei se estou criando uma percepção diferencial entre um Shiraz australiano e um francês. O australiano lembra ou toque metalizado.
Quanto ao preço do Three Step, Eu e Zé Emídio o compramos em promoção em São Paulo por R$ 52,00, durante o feriado de primeiro de maio, que achamos um preço justo, Uma boa briga entre chilenos e argentinos, iremos certamente encontrar vinhos melhores por preços mais baixos.

14 junho 2013

MIL CAMPOS...Um tempranillo miúra



Desde a entrada do Sabor Real Jovem, vinho que marcou o início da chamada ´"fúria espanhola", vários outros rótulos de tempranillo  tem chegado ao Brasil e foram fazendo enorme sucesso  ora, por apresentarem uma nota alta ora, por um preço convidativo em terras de Santa Cruz. Pois bem, na comemoração dos dias dos namorados, nós os gourmetidos, degustamos o Mil Campos, um vinho 100% tempranillo, da região de Ribera del Duero. Um bonito e atrativo rótulo. Obtido de vinhas antigas de Tinta del Pais, este vinho, após envelhecer 10 meses em barricas de carvalho apresenta uma coloração púrpura intensa, com boa passagem por carvalho. Ao nariz  lembra fruta madura, acerola, jambo e nuances de morango, é encorpado e persistente tendo uma generosa contribuição equilibrada da madeira e especiarias como canela e cravo. Um tanino forte. Agradou? Sim! é vibrante dentro de uma colocação que é um vinho feito para agradar o  consumidor que na hora lembra ser harmonizando perfeitamente com carnes vermelhas de sabores marcantes. É um tempranillo porrada como um miúra... como um espanhol!!!!!


25 maio 2013

PIRACUÍ...uma farinha de peixe

Piracuí....uma farinha feita do acari, muito comum em Santarem. O piracuí é uma espécie de farinha produzida pelo beneficiamento do peixe Acari. podemos dizer que é um alimento legitimamente brasileiro, de origem indígena. Seu sabor levemente defumado e intenso. A produção do piracuí é muito comum na região. Consiste em assar/moquear o acari ou o tamuatá, retirar a carne, catar as espinhas e então torrar essa massa de peixe usando o mesmo processo de torra da farinha de mandioca que é também produzida na região. O bolinho de piracuí é um real concorrente do bolinho de bacalhau nos bares de Santarém e Belém. também é delicioso na forma de farofa de piracuí com banana e na forma de sopa.....hummmm, uma delícia!